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Histório

Histório

Papelote de frangoNascido em Olinda e neto de alemães, Meiga von Liebig estudou gastronomia na Bélgica. Há dois anos, voltou ao Brasil e montou uma lanchonete. Em 2006, veio o restaurante. Instalado em um casarão antigo, com três ambientes, o estabelecimento é inspirado nos bistrôs franceses. Quadros de pontos turísticos de Paris compõem a decoração. Entrada: salada refrescante (cenoura, tomate, salsão, champignon, pepinos japoneses, alface, rúcula e laranja pêra em cubos). A sugestão do chef para a refeição é o papelote de frango (peito de frango, presunto, batata recheada com purê da própria batata e mussarela). Sobremesa: dame blanche (sorvete de creme com calda quente de chocolate meio amargo).

http://vejabrasil.abril.com.br

 

Chef Meiga Von Liebig

Meiga Von Liebig comanda o Château Brillant, que defende como “um autêntico restaurante francês”. Ela se orgulha disso porque passou alguns anos estudando a clássica cozinha francesa. Aprendeu detalhes primorosos, como sempre retirar o coração do alho para que ele não deixe o sabor prolongado na boca.

A história de meiga é ousada. Ela abriu sua primeira casa há 15 anos no Pina. Cinco anos depois, decidiu vender tudo e foi estudar culinária no Crepac, tradicional escola de culinária belga. Levou consigo os dois filhos pequenos. Tudo isso porque se determinou a aprender a cozinhar. E aprendeu. Ao terminar seu curso, abriu um restaurante em Bruxelas onde viveu vários anos. Um dia resolveu voltar ao Brasil e nos presentear com seu Château Brillant, que fica situado na Rua do Sol, nº 97, Carmo, Olinda. Fone 3439.3675.

http://www.bemtemperado.com.br

 

A chef Meiga Von Liebig vai transferi-lo de Olinda

Com conceito cultural e artístico apurado, o Marolinda Cult Hotel, em Recife (PE), vai inaugurar seu restaurante em meados de abril. Segundo Aylton Spano Júnior, supervisor administrativo e responsável pelo setor de Inovação do hotel, a idéia é inaugurar um restaurante na Alameda Rebelinho, pólo gastronômico de Recife, que vai ficar dentro do Cult, já que é a rua da parte de trás do hotel.

"Até agora, servimos apenas o café da manhã. O restaurante do hotel foi fechado há cerca de cinco anos e agora, atendendo aos pedidos dos hóspedes, nós vamos trazer o Restaurante Chateau Birillant para cá. A chef Meiga Von Liebig vai transferi-lo de Olinda para a Alameda Rebelinho, onde será o único restaurante francês", explica Júnior.

Meiga estudou gastronomia na Bélgica, onde ficou por oito anos trabalhando em restaurantes. De volta ao Brasil há cerca de dois anos, ela reinaugura seu Chateau no Cult Hotel, que pela manhã oferecerá a cozinha tradicional regional e à noite, gastronomia francesa, além de room-service 24 horas, café da manhã e chá da tarde. Os pratos seguirão à risca as tradições francesas.

O acervo do hotel conta com cerca de 270 quadros e esculturas de artistas pernambucanos espalhados pelas áreas comuns e UHs. Cada andar leva o nome de um ritmo de Pernambuco - frevo, ciranda, caboclinho, maracatu, coco de roda e mangue beat - e uma biblioteca completa as opções de entretenimento, além de roteiros culturais pela cidade disponíveis no site do hotel.

"O hotel tem 24 anos de idade e 60 UHs, e de três anos para cá estamos voltando nossas ações para sermos vistos como um hotel cultural. Aos poucos queremos deixar de ser Mar Olinda Cult Hotel para ser Cult Hotel", explicou Júnior.

Além disso, as ações ambientais adotadas pelo hotel resultaram em 40% de economia de água e 28% de energia elétrica. Reciclagem também faz parte do dia-a-dia do Cult Hotel.

http://www.hoteliernews.com.br

 

O que é a gastronomia Francesa ?

            Responder é mais difícil do que se possa imaginar. Em geral envoca profissionalismo, gosto, qualidade dos produtos, cozimentos justos,  serviço de sala (recepção, sommelier, bebidas), seguir sem dúvidas as inovações tais como os serviços e os acordos das cervejas nos copos como os mais saborosos pratos elaborados com as mesmas. Porém, a gastronomia é bem mais que as estrelas.
           
Eu gostaria de dividir com vocês uma experiência vivida há pouco tempo, em uma viagem que fiz, quando parei em um pequenino e simples restaurante ao qual nada eu esperava e no entanto, ao  estacionar o carro, um garçom que estava na porta nos comprimentou perguntou-nos se gostaríamos de um local fumante ou não, nos instalou educadamente e antes mesmo de termos pedido o aperitivo, recebemos umas torradinhas. O garçom nos explica gentilmente quais os pratos disponíveis neste dia. Bravo ! O carré de boi que nós pedimos estava incomparável, um sabor indescritível !
           
A integridade dessa refeição que praticamente nada nos custou, nós saímos entusiasmados do restaurante, convictos de termos dividido um momento gastronômico, todos os elementos estavam reunidos.
           
O meu ponto de vista é que, deveremos retornar as bases mais puras sob um teto caloroso, onde possamos sentir o ritual gastronômico.

Meiga Von Liebig

 

http://www.cyberartes.com.br

Chateau Brillant


Entrei em um restaurante em Olinda e tomei o maior susto. Ta bom que Olinda reúne artistas de todos os quilates mas encontrar um Auguste Renoir e um Claude Monet na parede, distante menos de 2 metros um do outro é mesmo surpreendente. Eram releituras, obviamente, mas vejam vocês que coisa especial. Eram feitas por um especialista nesse tipo de coisa e que trabalha para o Louvre, reproduzindo obras dos grandes mestres. As telas vieram de Paris e estão a venda no restaurante Château Brillant que fica na Rua do Sol, 97 no bairro do Carmo, em Olinda. Quem me esclareceu foi Philippe, um belga que faz a sala do restaurante e que me contou histórias maravilhosas usando um idioma só dele, que nasceu de uma mistura de português com francês, onde predomina o português mas quando falta uma palavra vai em francês mesmo e assim segue até terminar a frase. No fim, da pra entender e fica divertido e estimulante. O Philippe é simpático e isso ajuda um pouco.


    

O Renoir e o Monet – releituras perfeitas a venda (R$ 1.200,00) no Château Brillant
Quem me convidou foi meu amigo Hugo Jordão que é o segundo homem da cozinha. O primeiro homem é uma mulher, Meiga Von Liebig, que apesar desse nome, é brasileira e fala bem o português. A ascendência é Alemã e já estamos misturando aqui uma porção de paises. Meiga formou-se em medicina e depois de algum tempo como médica resolveu abandonar tudo e dedicar-se a gastronomia. Foi pra França e começou a estudar. Começou mas não vai terminar nunca porque encontrou o trabalho de seus sonhos e vai continuar aprendendo eternamente. Hugo foi escolhido para ajuda-la porque já tinha estudado gastronomia na Europa e comungam um amor verdadeiro por essa coisa de escolher os ingredientes especiais, fazer as misturas criativas e servir a refeição perfeita. Refeição não é exatamente o termo. O que eles servem lá no Château Brillant é uma obra de arte.


        

Uma coleção de copos com variadas formas e recanto para conversa – tudo vindo da França

A história do restaurante é interessantíssima. Philippe trabalhava no comando dos computadores da VolksWagen na Bélgica e se vocês estão pensando em umas poucas centenas de máquinas é bom que mudem de idéia. Uns poucos milhares é um número mais próximo. Pois da mesma forma como Meiga abandonou a medicina, Philippe deixou tudo isso no passado, casou com Meiga e abriram um restaurante francês ao sul de Bruxelas, na Bélgica. Tempos depois, um filho que estava começando a estudar advocacia tinha que tomar uma decisão na vida. Se fizesse o curso na Bélgica, jamais poderia advogar no Brasil, onde as leis são completamente outras. Então eles alugaram um container, colocaram todo o restaurante dentro e vieram para Olinda. Praticamente tudo o que você encontrar no Château Brillant veio da Bélgica ou da França. Talheres, copos, mesas, quadros, objetos de decoração e tudo o mais com raras exceções. Estamos falando, portanto, de um restaurante francês, literalmente.


        
Tintin (Tintim em Português) – quase 100 anos de história

A conversa foi ótima e falamos sobre Tintim, o famoso repórter criado nos quadrinhos do Hergé, no início do século passado. Havia um quadro de Tintim na parede, com seu inseparável cachorrinho e a conversa nasceu daí. Hergé é belga e Tintim é muito lido ainda hoje na Bélgica. No Brasil é menos conhecido mas certamente tem uma grande legião de admiradores. Falamos de Asterix (René Goscinny e Albert Urdezo) e descobrimos que somos dois colecionadores desses personagens.


       

Detalhes da decoração – arte dentro e fora da cozinha

Quando se fala em restaurante francês a idéia que fazemos é de comida pouca e conta alta. Confesso que estava um tanto preocupado com isso. Pois a porção que me chegou foi muito generosa e o valor da conta perfeitamente dentro de padrões econômicos. Os pratos variam entre R$ 20,00 até R$ 30,00 com pouca coisa fora dessa margem. O cardápio é francês e pra você que vive se queixando de que não tem opções diferentes, vá lá e sinta-se realmente na França, até porque o Philippe não deixa você esquecer isso. Depois veio a explicação sobre essa ma fama da cozinha francesa. Já foi assim realmente mas ciclicamente novas regras são ditadas e essa nouvelle cuisine française, nascida na década de 80 do século passado, acabou não tendo continuidade. Ficou a fama. Quem me falou foi a própria Meiga, com aquele chapéu comprido de Chef e a autoridade de quem sabe tudo.


     
O moderno e o antigo – e ligue-se no horário em todos os lugares do mundo

Acompanhava a generosa porção de carne, um sufflé de couve flor muito leve e suave. Eu não sei como se pode transformar um simples couve flor em uma delícia como aquela mas também não sei como Renoir e Monet transformavam porções de tinta em obras de arte. Acontece que Meiga Von Liebig é uma artista e da mesma forma como Renoir e Monet, capaz de transformações mágicas. E no caso de Meiga, se você pedir a receita ela vem pessoalmente falar sobre os ingredientes, as misturas, as técnicas e demonstra o prazer com que faz os seus pratos e o amor que faz parte dos ingredientes básicos. Ao final da refeição ela veio comHugo ao salão, assim como um maestro e a sua orquestra, ao final de um espetáculo. Só não aplaudi de pe porque ficaria meio ridículo.

Luis XIV, o Rei Sol – presença marcante na história e na gastronomia

Meiga também me falou sobre a história da gastronomia, da influência de Luiz XIV (O estado sou eu) e aprendi que devemos a ele mais do que Versalhes. O rei Sol combateu o que hoje chamamos de enlatados e que na época eram alimentos conservados no sal. Exigia alimentos frescos, combateu o excesso de açúcar e criou um patrimônio culinário na França que fez história e colocou a nação como referencia nessa área até hoje. Pois Meiga conhece a história da gastronomia, estuda profundamente todos os ingredientes e tem por eles o respeito que um grande mestre tem pelas suas tintas. Por isso é uma artista. Mas não deixa de modernizar-se. Suas panelas tem termômetros nos cabos para controlar a temperatura, assim como os fornos. Alguns ingredientes precisam ser trabalhados em uma faixa muito estreita de temperatura e isso pode fazer a diferença. Você que quer um jantar sofisticado, diferente e sem precisar assaltar um banco para pagar a conta, com pratos de R$ 25,00, faça a experiência. Garanto que vai gostar e vai voltar. O carro fica estacionado na frente e tem vigilante o tempo inteiro.

Ronaldo Carneiro Leão (Julho 2007)

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